sábado, 8 de agosto de 2015

COMO ENSINAR A LER

Sou professora do ultimo nível da educação infantil e meus alunos apresentam um bom desenvolvimento no que se refere a escrita e leitura. Compartilho com vocês uma atividade que na minha turma tornou-se bastante divertida trabalhando com nomes próprios.

OBJETIVOS:
- Reconhecer a escrita de nomes próprios;
- Diferenciar letras e fonemas;
- Conhecer o som das sílabas;
-Identificar as sílabas das palavras;
- Identificar quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
-Criar um amplo repertório de palavras a partir da mudança de letras em nomes próprios;
- Leitura e escrita de nomes próprios

METODOLOGIA:

A professora escreve no quadro o nome de alguns alunos ou o nome de todos os alunos dependendo da quantidade; Em seguida muda a letra inicial, ou a letra final, apaga algumas letras, acrescenta outras letras e pergunta qual o nome que formou; Alguns nomes próprios serão transformados em substantivos comuns, outros nomes serão transformados em palavras engraçadas. Assim, a turma participa, interage, e o aprendizado é garantido com muita risada, diversão e curiosidade.


ESCOLA ESPECIAL EM MOSSORÓ/RN


Depois de algum tempo distante do blog, volto minhas postagens falando dessa vez sobre escolas inclusivas. Como tomar a decisão certa para seu filho?

Muitos pais que possuem filhos com alguma dificuldade de aprendizagem ou necessidade especial sempre ficam na dúvida entre matricular o filho em escola regular ou especial. Como pedagoga, me sinto no direito de orientar qual o melhor caminho a seguir. Como mãe, sempre dei importância a um ensino de qualidade para meus filhos em local que ofereça conforto e segurança. Ver a satisfação dos filhos ao permanecer na escola é o primeiro sinal que deve ser observado. Certamente muitos fatores podem influenciar o choro e isso não quer dizer que o fato da criança chorar ao chegar na escola seja um fator de preocupação. Tem a questão da adaptação, das readaptações diárias, da volta as aulas, do primeiro contato com a escola, etc. É necessário, portanto, o bom senso dos pais, levando seus filhos a conhecer a escola na qual irão estudar para que dessa maneira haja uma boa escolha em família. Para os alunos especiais, é essencial que os pais procurem saber a quantidade de alunos e professores por turma pois dependendo da dificuldade da criança, apenas um professor em sala não será capaz de trabalhar de forma individualizada e integral com o aluno. Ao visitar um colégio, procure saber qual é a sua principal orientação teórica e pelo discurso, você pode perceber alguns dos princípios que a escola valoriza.

No Brasil, até o início do século 21, o sistema educacional abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a especial onde o aluno frequentava uma ou outra. Com a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional, o Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) estabelece entre outras metas e propostas inclusivas, a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização partindo da Educação Infantil até o ensino superior. O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.

Entendendo a criança como um ser humano integral, em constante crescimento e desenvolvimento, que interage intensamente com o meio social em que se acha inserida e levando em consideração que todos somos iguais perante a lei, a escola regular é a melhor opção para crianças com necessidades especiais. É nessa perspectiva que o sociointeracionismo se apresenta, ou seja, uma teoria de aprendizagem com o foco na interação. No início do século XX, um psicólogo russo chamado Lev Vygotsky, com suas pesquisas revolucionárias, propõe uma situação de ensino em que o educando, por meio do seu convívio social e da interação com outras pessoas é capaz de construir o seu conhecimento. Na escola regular, todas as crianças são estimuladas a conviver com as diferenças, melhorando assim a convivência em sociedade. Cabe ao professor procurar a melhor maneira de interação e convívio para que as diferenças individuais possam ser o diferencial de cada um. O mais importante, portanto, não é a escola se anunciar como inclusiva, e sim, como ela trabalha com a questão da inclusão. Uma escola que atua com uma abordagem sociointeracionista é, portanto, a proposta mais interessante para o desenvolvimento dos alunos especiais.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

BRINQUEDO NÃO É OBJETO DE DECORAÇÃO

Eu pensei que essa  frase era minha: "brinquedo não é objeto de decoração". Mas o próprio portal do MEC tem um documento que trata exclusivamente desse assunto. É um documento técnico com a finalidade de orientar professoras, educadoras e gestores na seleção, organização e uso de brinquedos. Eu sou totalmente a favor dos princípios Montessorianos onde as crianças são livres para agir sobre os objetos sujeitos a sua ação, ou seja, os brinquedos devem estar ao alcance delas para que possa agir de maneira autônoma e nada de comprar brinquedos e deixá-los guardados nas caixas. Brinquedo é pra brincar!!

PARQUINHO DE AREIA

Que tal levar as crianças para brincar na areia? Tem aniversariante na turma? Vamos preparar uma festa de aniversário faz-de-conta para o coleguinha!

PAPINHA DIVERTIDA

A criançada está rejeitando alimentação? Que tal uma papinha de cremogema com m&m pra enfeitar? #ficaadica#

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

CRIANÇAS LIVRES DE PRECONCEITOS



Normalmente quando as crianças demonstram comportamentos discriminativos, certamente é porque já presenciou alguma atitude por parte dos adultos.

Diversas frases são praticamente proibidas no ambiente escolar como: "menino não chora", "esta brincadeira não é para meninas", "menino não usa cor-de-rosa", etc.

Como pedagoga, posso até discordar dessas frases “preconceituosas”, afinal de contas, preciso trabalhar a educação sem nenhuma forma de discriminação.

 Sou mãe de gêmeos, sendo um casal. Estou educando meu filho para ser homem e minha filha para ser mulher. Posso como mãe permitir e incentivar meu filho homem a vestir-se e comportar-se como sua irmã? Repreender meu filho homem por querer usar batom, seria uma atitude preconceituosa?Acredito que "incentivar" e/ou "repreender" mudam o rumo de muita coisa. Pense nisso!!





domingo, 2 de fevereiro de 2014

COPA DO MUNDO E PATRIOTISMO NAS ESCOLAS



         Em época de Copa do Mundo ou na comemoração da Independência do Brasil(07 de setembro) é perceptível o interesse dos brasileiros pela pátria, mas porque isso não ocorre frequentemente?
         Houve um tempo em que as disciplinas de Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira (OSPB) faziam parte do currículo escolar. As matérias tornaram-se obrigatórias a partir de 1969, por meio do Decreto Lei nº 869, que determinava o ensino em escolas de todos os graus e modalidades. Elas eram caracterizadas pela exaltação do nacionalismo e do civismo nos alunos. Com isso, tínhamos uma população jovem ligada às questões políticas, de interesse nacional, demonstrando valorizar o Brasil.
          Com o fim dos governos militares, as disciplinas foram extintas. Elas não foram substituídas porque nunca tiveram um cunho acadêmico. Os conteúdos continuam com uma visão cívica, mas, como vivemos em uma democracia, essa visão não é mais tutelada, pois os temas podem ser tratados de forma transversal em várias disciplinas.
          Muito se fala, no Brasil, da falta de civismo das crianças e jovens, porém há vários anos a educação não está mais voltada para esse fim. O costume de se executar o hino nacional nas escolas públicas e privadas, tinha como objetivo maior, fazer com que os estudantes aprendessem a cantar o hino, além de servir como demonstração de amor à pátria.
          Na tentativa de mudar essa desvalorização cívica e motivar a população a ter mais paixão pelo país, a partir de 22 de setembro de 2009, as escolas foram obrigadas a realizar o momento cívico, com a execução do hino nacional do Brasil, por, no mínimo, uma vez na semana.
         A criança que é reverente a pátria, aprende a respeitar pais, professores e autoridades do país. Era para o hino nacional ser utilizado até como uma espécie de brincadeira, onde não importa o que você esteja fazendo. Quando tocar o hino...pára tudo!!
         Uma criança que não fica parada na hora do hino nacional, certamente não entende a importância do que está sendo realizado naquele momento.
         E fica minha pergunta: Será que o aumento dessa criminalidade no Brasil, principalmente praticada por adolescentes protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, não existe ligação com essa falta reverência a Pátria?