sábado, 8 de agosto de 2015

ESCOLA ESPECIAL EM MOSSORÓ/RN


Depois de algum tempo distante do blog, volto minhas postagens falando dessa vez sobre escolas inclusivas. Como tomar a decisão certa para seu filho?

Muitos pais que possuem filhos com alguma dificuldade de aprendizagem ou necessidade especial sempre ficam na dúvida entre matricular o filho em escola regular ou especial. Como pedagoga, me sinto no direito de orientar qual o melhor caminho a seguir. Como mãe, sempre dei importância a um ensino de qualidade para meus filhos em local que ofereça conforto e segurança. Ver a satisfação dos filhos ao permanecer na escola é o primeiro sinal que deve ser observado. Certamente muitos fatores podem influenciar o choro e isso não quer dizer que o fato da criança chorar ao chegar na escola seja um fator de preocupação. Tem a questão da adaptação, das readaptações diárias, da volta as aulas, do primeiro contato com a escola, etc. É necessário, portanto, o bom senso dos pais, levando seus filhos a conhecer a escola na qual irão estudar para que dessa maneira haja uma boa escolha em família. Para os alunos especiais, é essencial que os pais procurem saber a quantidade de alunos e professores por turma pois dependendo da dificuldade da criança, apenas um professor em sala não será capaz de trabalhar de forma individualizada e integral com o aluno. Ao visitar um colégio, procure saber qual é a sua principal orientação teórica e pelo discurso, você pode perceber alguns dos princípios que a escola valoriza.

No Brasil, até o início do século 21, o sistema educacional abrigava dois tipos de serviços: a escola regular e a especial onde o aluno frequentava uma ou outra. Com a regulamentação mais recente que norteia a organização do sistema educacional, o Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) estabelece entre outras metas e propostas inclusivas, a nova função da Educação especial como modalidade de ensino que perpassa todos os segmentos da escolarização partindo da Educação Infantil até o ensino superior. O PNE considera público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.

Entendendo a criança como um ser humano integral, em constante crescimento e desenvolvimento, que interage intensamente com o meio social em que se acha inserida e levando em consideração que todos somos iguais perante a lei, a escola regular é a melhor opção para crianças com necessidades especiais. É nessa perspectiva que o sociointeracionismo se apresenta, ou seja, uma teoria de aprendizagem com o foco na interação. No início do século XX, um psicólogo russo chamado Lev Vygotsky, com suas pesquisas revolucionárias, propõe uma situação de ensino em que o educando, por meio do seu convívio social e da interação com outras pessoas é capaz de construir o seu conhecimento. Na escola regular, todas as crianças são estimuladas a conviver com as diferenças, melhorando assim a convivência em sociedade. Cabe ao professor procurar a melhor maneira de interação e convívio para que as diferenças individuais possam ser o diferencial de cada um. O mais importante, portanto, não é a escola se anunciar como inclusiva, e sim, como ela trabalha com a questão da inclusão. Uma escola que atua com uma abordagem sociointeracionista é, portanto, a proposta mais interessante para o desenvolvimento dos alunos especiais.

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