domingo, 2 de fevereiro de 2014
COPA DO MUNDO E PATRIOTISMO NAS ESCOLAS
Em época de Copa do Mundo ou na comemoração da Independência do Brasil(07 de setembro) é perceptível o interesse dos brasileiros pela pátria, mas porque isso não ocorre frequentemente?
Houve um tempo em que as disciplinas de Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira (OSPB) faziam parte do currículo escolar. As matérias tornaram-se obrigatórias a partir de 1969, por meio do Decreto Lei nº 869, que determinava o ensino em escolas de todos os graus e modalidades. Elas eram caracterizadas pela exaltação do nacionalismo e do civismo nos alunos. Com isso, tínhamos uma população jovem ligada às questões políticas, de interesse nacional, demonstrando valorizar o Brasil.
Com o fim dos governos militares, as disciplinas foram extintas. Elas não foram substituídas porque nunca tiveram um cunho acadêmico. Os conteúdos continuam com uma visão cívica, mas, como vivemos em uma democracia, essa visão não é mais tutelada, pois os temas podem ser tratados de forma transversal em várias disciplinas.
Muito se fala, no Brasil, da falta de civismo das crianças e jovens, porém há vários anos a educação não está mais voltada para esse fim. O costume de se executar o hino nacional nas escolas públicas e privadas, tinha como objetivo maior, fazer com que os estudantes aprendessem a cantar o hino, além de servir como demonstração de amor à pátria.
Na tentativa de mudar essa desvalorização cívica e motivar a população a ter mais paixão pelo país, a partir de 22 de setembro de 2009, as escolas foram obrigadas a realizar o momento cívico, com a execução do hino nacional do Brasil, por, no mínimo, uma vez na semana.
A criança que é reverente a pátria, aprende a respeitar pais, professores e autoridades do país. Era para o hino nacional ser utilizado até como uma espécie de brincadeira, onde não importa o que você esteja fazendo. Quando tocar o hino...pára tudo!!
Uma criança que não fica parada na hora do hino nacional, certamente não entende a importância do que está sendo realizado naquele momento.
E fica minha pergunta: Será que o aumento dessa criminalidade no Brasil, principalmente praticada por adolescentes protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, não existe ligação com essa falta reverência a Pátria?
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